
Avarento, pão duro, mão de vaca, mesquinho, muquirana, sovino! Acho que já usei todos esse adjetivos para expressar a minha indignação com algumas atitudes do namorido. Não tenho aquelas reclamações de toda mulher de que “no começo ele pagava tudo”, porque além disso não ter acontecido (já que a gente já se conhecia há tempos e ele não precisava me impressionar), eu sempre fui orgulhosa e me propus a pagar a conta.
Eu sei, agora é a hora que eu dou os exemplos. Uma vez estávamos em Angra e íamos tomar banho na marina. O que ele fez? Cortou o sabonete no meio! Imagina, usar dois! Que blasfêmea! Pior! Ele guardou os pedacinhos! Ótimo, pensei, com esse eu fico rica!
Ninguém acredita quando eu conto, as pessoas não acreditam, mas na minha casa um saquinho de Clight rende dois litros! Enxaguante bucal então, putz! É eterno! Eu compro de uma cor e ele vai ficando cada vez mais translúcido, impressionante. Manobrista na balada? Nem pensar! Ele vai parar o carro na rua mesmo? E lá vai Marianinha de salto, andar kilômetros a mais para economizar R$ 10. Sabe aquela água que você pede depois do café, no restaurante? Ele não pede, água tem em casa, né? Sobrou vinho, coca, suco? Vai tudo embora pra casa! Nunca deixei mais que 5 ml de nenhuma bebida em nenhum restaurante! Ele leva tudo embora!
Eu já estava quase acostumando, mas dessa vez ele se superou! Estou achando que é patológico! O ser de luz está usando o mesmo palito de fósforo há dias! Juro, ele fica em cima do suporte de facas. É daqueles Fiat Lux grandes. Ele deve ter acendido, tranquilamente, minhas últimas dez refeições! E, juro, antes desse, havia metade de um fósforo, mas que deve ter queimado muito rápido – que horror, só durou quatro vezes.
Agora, muquiranices do meu marido à parte, o grande prêmio da noite vai para uma amiga, que após quatro meses de não pagamento de uma quantia (algo equivalente à uma Mc Oferta), manda um e-mail cobrando a vaquinha do presente de uma outra amiga. Quatro meses cobrando dezessete reais e ela ainda não desistiu! Só de birra, dei R$ 20 e pedi troco, que ela obviamente não tinha. Mas as intensões não contam. E os e-mails continuam chegando… É, a crise tá braba!