Há quatro ou cinco anos um bom final de semana para mim resumia-se a uma boa festança. Em todos os sentidos. Um bom domingo antigamente podia começar na casa de alguém, no Mc Donald’s pra curar a ressaca, no parque do Ibirapuera (tavez varada da balada) ou mesmo em algum lugar não identificado nas mediações de São Paulo em alguma festa chamada Vibrations Whatever.
Hoje em dia, eu até gosto de uma festança, mas tenho uma preguiiii. Aliás, uma não, tenho toda a preguiça do mundo. Eu viajo 500 Km até Angra, mas não viajo 50 Km até uma rave. Amo ficar perto da natureza. O esforço tem sido muito recompensando com golfinhos e tartarugas dando ar da graça em pleno inverno.
Minha única tristeza é não poder filmar embaixo da água. Até com snorkel e nadadeiras eu me divirto. Qualquer cogumelinho branco embaixo d’água fica mais lindo. Estrelas do mar, peixinhos coloridos e até as pedras em contraste com a areia são lindas. O que eu vejo embaixo d’água costuma ficar na minha cabeça por vários dias.
Já em cima é sempre uma festa. Sem hora pra nada a vida é mais divertida. Prosseco, sangria, cerveja, churrasco, petiscos e sol. Enquanto os termômetros de São Paulo se esforçam para bater treze graus, meu biquini deixa marcas e torna até um protetor fator quinze necessário.
É sempre bom correr pro pix, ficar sem ver prédios, tomar um banho de mar, olhar as estrelas por um bom tempo e respirar fundo antes de voltar pra São Paulo e encarar que estou prestes a entrar no meu inferno astral. Ou não.