Sincronia

Quando tem video aqui, eu procuro dispensar as palavras, mas a sincronia desses é uma coisa de louco.
Sim, fiquei desesperada em imaginar a quantidade de folhas que podem ter sido gastas no da impressora. Do mesmo jeito que avisam “nenhum animal foi machucado durante as filmagens” deveriam nos dar satisfação sobre o disperdício das folhas.

Home Sweet Home

Não existe lugar no mundo como a nossa casa!

Com a célebre frase da Dorothy, de Mágico de Oz, que tantas vezes repeti durante minha estada nas Filipinas, eu descrevo a casa dos meus pais em Jaú. Catorze dos dezessete anos que vivi em Jaú foram naquela casa.

As paredes, janelas, sofás e camas me despertam muitas lembranças da minha infância e chatolescência. As noites que assistíamos a fita VHS da Pequena Sereia no nosso quarto. A penteadeira que existia lá, de onde eu a minha irmã tirávamos os sapatos para montar andares da casa da Barbie. As festas de bonecas que dávamos no quarto de brinquedos (leia-se da bagunça). Good life.

Na mesa de jantar, de onde pulávamos com um guarda-chuva em cada mão batendo asas acreditando demorar mais para cair, usávamos a sopeira como máquina transportador de borracha e apontador para tornar as tarefas menos chatas. Na sala de som, fazíamos foundue no frio, brincando de sílaba, carambola e telepatia ao som de Chico Buarque.

O quintal era um mundo à parte, onde brincávamos de ginástica olímpica nos ferros do varal, onde o muro se transformava em apoio para as horas de conversa na escada com nossas vizinhas. As amarelinhas, os banhos de mangueira e as queimadas na garagem eram só um aperitivo para os longos e saborosos churrascos de domingo do meu pai – que trancenderam o tempo e resistem bravamente até hoje.

Voltar pra Jaú é voltar pra casa. E em casa eu me sinto muito feliz no sofá da minha mãe e no quarto que a vida toda foi meu até precisar comprar alguma coisa. Mas ao ir ao único shopping da cidade para comprar um presente na única loja de roupa masculina meio descente e ver uma placa de `volto logo` na porta tenho certeza que minha casa mesmo é em São Paulo mesmo.

Obrigada, You Tube!

Tem muita gente que consegue viver sua vida em uma constante, a vida toda em um mesmo trabalho, ou dez anos no mesmo cargo. Eu não. Eu amo desafios e se eles não existem sou a primeira a inventé-los. Até aqui acredito que estou indo muito bem.

Meu último desafio que me inpus foi minha pós. Sim, já deveria ter começado antes, mas antes tarde do que nunca. Me formei há sete anos, em 2002, e desde então, meus estudos têm sido minhas leituras. Agora estudar, estudar mesmo, fazia tempo.

Quando eu estudava era aquela coisa chata, sem muita novidade, ler o livro, fazer um esqueminha, reler, lembrar. Da mesma maneira que meus pais faziam. Claro, isso ainda funciona – e muito! E hoje, muito mais consciente do que na época da faculdade, quando eu me proponho a fazer uma coisa, eu (modéstia à parte) faço bem feito.

Resolvi fazer pós na USP. Para quem se formou na Anhembi Morumbi é um grande passo. Sempre menosprezei minha faculdade, mas como meu colégio do interior não era lá uma maravilha (e nem eu como vestibulanda prestes a sair de uma cidade de 120 mil habitantes para outra de 20 milhões) foi o que foi possível.

Depois de estudar, sim, tradicionalmente, com caderno, livro e esqueminha, eu vim pra internet. Achei sites maravilhosos como o www.administradores.com e, melhor que isso, estudei pelo You Tube! Como pode, né? Passei cinco anos estudando Philip Kotler e nunca tinha visto a cara dele. Assisti a quase todos os seus vídeos. Depois foram Michael Porter, Seth Godin, Naomi Klein e outros gurus do Marketing. Todos vistos em palestras e entrevistas que eu obviamente não poderia estar. Como eu posso não ser apaixonada por internet, né?

Resultado, após sete anos sem estudar, tirei 19,5 na prova e na entrevista pra pós na USP, cujo valor máximo era 20. Estou me controlando pra não contar pra todo mundo, mas continuo em festa! E esse é só o começo!

Ashton Kutcher e o Sarney

Eu juro que não vou criticar, porque por mais tosca, a tentativa é válida de se fazer alguma coisa nesse país. Usando a internet como canal ainda? Mais como e brasileirístico impossível.

Também não tenho a pretensão de falar de política. Não digo que isso não é minha praia porque isso é impossível no meu trabalho, mas certamente no que me diz respeito à criticar a política brasileira é: quanto mais eu vejo, menos eu gosto. Também não sei se acredito que tem jeito, mas tenho certeza que faço a minha parte do 0800 da ComGás ao #ForaSarney.

Pois é, esse foi o Bafón. Não sei como definir um bando formado por tais exponenciais em políticas públicas: Marcos Mion, Reporter Vesgo, Junior Lima (que até onde eu sei é Marido da Sandy – será que é esse?), Bruno Gagliasso e mais alguns gatos pingados. Eles o definiram @twpirata e se juntaram para colocar o #ForaSarney nos topic trends.

Até aí, beleza, super justo, até ajudei, dei força. Mas daí ao Marcos Mion pentelhar o @aplusk – sim aquela coisa fofa – Ashton Kutcher. Só porque o cara é mais popular que a CNN no Twitter, não significa que o Mion pode dar carteirada de VJ da MTV Brasil e pedir pra ele twittar #ForaSarney. Feio.

Neste caso os fins até justificam os meios. Sou a primeira a twittar que Sarney está sendo aconselhado por família e amigos para renunciar, mas o que o Ashton Kutcher pode fazer? Ele ainda foi simpático, twittou que não poderia ajudar, que os brasileiros tinha que lutar pelo que acreditava – juro, fofo e supreendente.

Ah, não esqueçamos do capítulo em que todos os brasileiros do Twittwer resolveram emplacar “chupa” nos trend topics (termos mais usados), depois da empolgação de Kutcher com os dois gols dos Estados Unidos no Brasil, no último jogo.

(@jrcordeiro, essa é em sua homenagem – o twitter master! – com que vou conversar sobre isso, por exemplo?)

A crise tá braba!

Avarento, pão duro, mão de vaca, mesquinho, muquirana, sovino! Acho que já usei todos esse adjetivos para expressar a minha indignação com algumas atitudes do namorido. Não tenho aquelas reclamações de toda mulher de que “no começo ele pagava tudo”, porque além disso não ter acontecido (já que a gente já se conhecia há tempos e ele não precisava me impressionar), eu sempre fui orgulhosa e me propus a pagar a conta.

Eu sei, agora é a hora que eu dou os exemplos. Uma vez estávamos em Angra e íamos tomar banho na marina. O que ele fez? Cortou o sabonete no meio! Imagina, usar dois! Que blasfêmea! Pior! Ele guardou os pedacinhos! Ótimo, pensei, com esse eu fico rica!

Ninguém acredita quando eu conto, as pessoas não acreditam, mas na minha casa um saquinho de Clight rende dois litros! Enxaguante bucal então, putz! É eterno! Eu compro de uma cor e ele vai ficando cada vez mais translúcido, impressionante. Manobrista na balada? Nem pensar! Ele vai parar o carro na rua mesmo? E lá vai Marianinha de salto, andar kilômetros a mais para economizar R$ 10. Sabe aquela água que você pede depois do café, no restaurante? Ele não pede, água tem em casa, né? Sobrou vinho, coca, suco? Vai tudo embora pra casa! Nunca deixei mais que 5 ml de nenhuma bebida em nenhum restaurante! Ele leva tudo embora!

Eu já estava quase acostumando, mas dessa vez ele se superou! Estou achando que é patológico! O ser de luz está usando o mesmo palito de fósforo há dias! Juro, ele fica em cima do suporte de facas. É daqueles Fiat Lux grandes. Ele deve ter acendido, tranquilamente, minhas últimas dez refeições! E, juro, antes desse, havia metade de um fósforo, mas que deve ter queimado muito rápido – que horror, só durou quatro vezes.

Agora, muquiranices do meu marido à parte, o grande prêmio da noite vai para uma amiga, que após quatro meses de não pagamento de uma quantia (algo equivalente à uma Mc Oferta), manda um e-mail cobrando a vaquinha do presente de uma outra amiga. Quatro meses cobrando dezessete reais e ela ainda não desistiu! Só de birra, dei R$ 20 e pedi troco, que ela obviamente não tinha. Mas as intensões não contam. E os e-mails continuam chegando… É, a crise tá braba!

Domingo

NERDS

NERDS

Algumas pessoas bebem, outras meditam, outras vão à igreja. Eu arrumo a casa.

As horas dos meus domingos não rendem para o tanto de coisa que eu gostaria de fazer em minha própria companhia. A começar por um banho quente, com direito a banho de creme, hidratante, Bye Bye Celulite, Bepanthol na boca e nos cotovelos e um redutor de medidas para finalizar.

Depois, de cabelo molhado e roupão abro o portal: a janela. Saímos correndo todos os dias, mal abrimos a janela. O sol tenta arduamente passar por meio palmo de abertura pela veneziana nos dias da semana, mas no domingo ele ganha o quarto e clareia, matando os vampiros que se instalaram no quarto durante a semana.

Tiro todos os sapatos. Enfim está na hora das botas ganharem mais espaço na minha vista impaciente. Vai ajudar na indecisão matinal de todo dia. As sandálias são rebaixadas para a sapateira do marido. Aliás, tomei meu espaço. Meu lado Enelda Marcus quer justiça: ele só usa um par enquanto deu devo ter mais de cem.

Quando estou quase acabando… ai que fome! A família paulistana se reúne. Amigos chegam para o almoço que, como passado de geração para geração, é temperado pelo atraso. Antes das seis da tarde não sai. Até porque, temos que manter as tradições dos ancestrais, o homem vai {a caça e a mulher o espera – maldita moça que queimou o sutiã (né, tia Leona?)! Claro, cada um quer uma coisa: um quer medalhão, o outro filé de frango e o outro patolas de carangueijo rei, que obviamente é o primeiro plano a ir por água abaixo.

Depois de um almoço simples, mas feito com muito amor, todos disputam seu lugar ao sol, no sofá. A dissociação é geral, vendo programas de TV cada vez piores e munidos de nossas extensões corporais (notebook e celular) acabamos o dia feliz por esnobarmos o maldito roteador wireless, acessando a internet via conexão 3G direto do IPhone.

Twitter, Facebook, Blip e WordPress atualizados, é hora de respirar fundo e se despedir de um maravilhoso domingo em casa. Não sei, antes de deitar, passar um ácido no rosto, mais Bepanthol, hidratante no calcanhar, redutor de medidas e Bye Bye Celulite. Ritual esse que provavelmente só será repetido no próximo domingo que ficar em São Paulo. Só daqui algumas semanas.

E que venha a segunda-feira.

Pix

Há quatro ou cinco anos um bom final de semana para mim resumia-se a uma boa festança. Em todos os sentidos. Um bom domingo antigamente podia começar na casa de alguém, no Mc Donald’s pra curar a ressaca, no parque do Ibirapuera (tavez varada da balada) ou mesmo em algum lugar não identificado nas mediações de São Paulo em alguma festa chamada Vibrations Whatever.

Hoje em dia, eu até gosto de uma festança, mas tenho uma preguiiii. Aliás, uma não, tenho toda a preguiça do mundo. Eu viajo 500 Km até Angra, mas não viajo 50 Km até uma rave. Amo ficar perto da natureza. O esforço tem sido muito recompensando com golfinhos e tartarugas dando ar da graça em pleno inverno.

Minha única tristeza é não poder filmar embaixo da água. Até com snorkel e nadadeiras eu me divirto. Qualquer cogumelinho branco embaixo d’água fica mais lindo. Estrelas do mar, peixinhos coloridos e até as pedras em contraste com a areia são lindas. O que eu vejo embaixo d’água costuma ficar na minha cabeça por vários dias.

Já em cima é sempre uma festa. Sem hora pra nada a vida é mais divertida. Prosseco, sangria, cerveja, churrasco, petiscos e sol. Enquanto os termômetros de São Paulo se esforçam para bater treze graus, meu biquini deixa marcas e torna até um protetor fator quinze necessário.

É sempre bom correr pro pix, ficar sem ver prédios, tomar um banho de mar, olhar as estrelas por um bom tempo e respirar fundo antes de voltar pra São Paulo e encarar que estou prestes a entrar no meu inferno astral. Ou não.

Google Wave – eles conseguiram

Antes eu achava que o Google ia dominar o mundo. Agora eu tenho certeza. Eles já começaram. Entregue sua vida inteira ao Google Wave. Divertido, fácil, inteligente e… open source!

Oh, l’amour!

Antes de me apaixonar, eu achava o amor brega. Não entendia como duas pessoas podiam aceitar que um namoro apaixonado caísse na rotina e a animação fosse se esvaindo anos a fio até sobrar apenas o compaheirismo. Sim, minha mãe e meu pai estáo juntos e apaixonados até hoje, mas eu ainda não entendia como eles era capazes.

Num diz despretecioso, logo depois de perceber que havia perdido alguns anos da minha vida – tentando fazer alguém que eu achava que amava, me amar – eu reencontrei um amigo que me pediu ajuda para esquecer a ex-namorada. Sempre disposta a ajudar, levei-o para Jaú (o harém em forma de cidade do interior) disposta a apresentá-lo para minhas amigas. Papo vai, papo vem… e não é que eu nunca tinha escutado o que ele tinha a dizer? Interessante… Quatro anos depois, ainda estamos juntos, apaixonados e felizes.

Eu acho um tanto petulante tentar colocar algo tão grandioso como o amor em palavras, mas para tentar chegar perto posso dizer que ele é o bálsamo do meu cotidiano. Quando o acordo de manhã, seu bom dia sempre é seguido de um sorriso e um “te amo”. Passar horas todos os dias no trânsito, são oportunidades diárias de me apaixonar e agradecer por ter uma pessoa tão perfeita ao meu lado.

E seus olhos? São os olhinhos mais vívidos, sorridentes e alegres do mundo! Eles tem vida própria, são tão irriquietos como o dono, talvez por isso os ame tanto. São guardinhas saltitantes das entradas para o espírito mais iluminado que a humanidade já conheceu.

Claro que eu poderia ficar horas falando sobre meu amor aqui, mas acho que iria fazer todos se sentirem entediados (e invejosos) com o quanto esse assunto poderia render. Mas não quero mais perder nenhum segundo com esse computador enquanto tenho um homem tão maravilhoso aqui do meu lado. Bye.

Chato que dói

Eu confesso: sou daquelas pessoas que, em nome de uma festa bem sucedida, não meço esforços na promoção. Orkut, Facebook, e-mail, sms, telefone… ninguém escapa! Quando trata-se do meu aniversário a regra é uma só: quanto mais, melhor.

Já no aniversário do namorido, é um sofrimento. Ele sofre até os quarenta e cinco do segundo tempo para escolher o local, não liga pra ninguém e ainda fica agoniado quando a comemoração beira o fracasso. Eu já estive em festa de aniversário na qual (dos muitos convidados) eu era a única presente para bater palmas e cantar parabéns em um coro pra lá de singelo. Muito triste!

Mas enfim, depois de montar uma lista, escrever e-mail e avisar nossos amigos no Facebook (dois dias antes do evento), a festa prometia. No bar, foram chegando os mais íntimos, os que não víamos a tempos, os queridos, os amigos dos amigos e, claro, os chatos.

Certa vez uma amiga me disse: burrice, deveria ser como dor de dente, deveria doer no burro, não só nos outros. Chatice também! Juro, eu não entendo uma pessoa que aparece uma vez por ano na sua vida achar que tem o direito de te alugar com seus problemas matrimoniais. Ah, claro, ela estava tão ocupada despejando um caminhão de problemas na minha orelha (enquanto eu tentava uma de primeira dama da balada, querendo dar atenção a todos), que nem se lembrou de perguntar “e você, como vai?”.

Com alguns copos de cerveja a mais- e um pouco de polidez a menos – eu perdi a paciência com a lista de reclamações. Nos quarenta minutos nos quais tentei fazer companhia a uma pessoa que estava sozinha – seria por causa da cara de mau humor, ou seria por causa da incapacidade de interagir com alguém sem fazer a outra pessoa querer bater a cabeça na parece até ficar em coma? – foram reclamações infindáveis sobre o pobre parceiro, a maneira como tratava os amigos, a maneira como se comportava, as amizades impróprias, etc. etc. etc.

Quando, enfim, me livrei de um chato, veio outro pior: o chato informático! Enquanto os geeks (eu inclusive) conversavam sobre aplicativos de IPhone, lá vem o chato dizer que a Apple Store não admitia, mas que já tinham invadido seu sistema e inclusive o software do celular! Aliás, esse chato conhece todos os vírus, dos que invadem o seu PC e mandam a cor da sua calcinha para seus criadores até os que entram pelo cabo da Net e enviam o conteúdo de todas as suas buscas na internet para um hacker super do mal que deve passar a vida inteira lendo buscas dos outros. O papo do chato se resumia a vírus que invadem tudo. Do computador ao liquidificador! Juro, uma hora eu achei que era de propósito: bastava mudar de roda para o chato vir atrás a achar um vírus na receita de bolo de maçã da vovó!

Ano que vem, prometo que não me meto! Deixarei o namorido quieto, comemorando o aniversário como e com quem ele bem entender. Mas antes vou apagar de sua agenda alguns telefontes que devem ser esquecidos para todo o sempre! Mesmo que, por um milagre de Deus, ele queira fazer telemarketing pra anunciar sua festa!

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